Blog do Josyel Carvalho


Quarta-feira , 24 de Setembro de 2008


Bela Vista perdeu o Rato mais humano que já teve!!

Por Josyel Carvalho - www.josyelcarvalho.zip.net

 

Eu não o chamava de Ratinho. Sempre optei - e assim o fazia -, por chamá-lo de Flávio Roberto Gogoy; fazia questão de pronunciar os três. Simples opção pessoal; achava mais característico à personalidade bela-vistense. No entanto, Ratinho foi um apelido que o marcou e ele carregou por grande parte de sua breve existência física. E tem que ser respeitado.

 

E é desse curto período que quero falar. O momento pede isso. Um assunto de extrema pertinência depois de passados quase um mês da tragédia marcada essencialmente pela covardia. Geralmente - quase uma regra - os mortos perdem os defeitos e se transformam símbolos de tudo que foi bom. Não é o que quero retratar aqui. Pensei em escrever há vários dias, mas talvez não me expressaria com muita clareza, tamanha a escuridão e a penumbra que habitava o coração de todo bela-vistense.

 

Sinceramente, acho que talvez nunca votasse nele. Não era o tipo de política que admiro; um estilo diferente e, incoerente com minha personalidade. Isso mesmo; meu voto é algo que dificilmente ele teria. Mas, uma coisa eu sempre deixei claro e ele sabia, o abraçava com a maior sinceridade e o tinha como um amigo. Não éramos íntimos, mas éramos amigos e entre essa amizade havia um respeito recíproco. Ele era um homem público, uma autoridade que representava democraticamente uma parcela da população bela-vistense. Não foi vereador por autoritarismo.

 

No entanto, o que sempre admirei no Ratinho, independente de concordar ou não com suas idéias e formas de se expressar e de fazer política, foi seu espírito humano. É inegável sua humanidade, seu espírito popular, que bem ou mal, estava sempre valorizando o lado mais humano das pessoas. Exagerava às vezes, mas sempre pecava por humanizar as coisas quando – na verdade - necessitava de um mínimo de frieza racional. Foi um homem de personalidade forte, decidido e um típico bonachão carismático.

 

E com isso, um dos seus legados indiscutivelmente, foi mostrar os bela-vistenses que o popular, que as discussões e as pessoas mais simples e humildes podem governar e chegar ao Poder democraticamente. E o mais relevante de tudo, desmascarou uma elite de plástico, acabando com a prepotência dos pseudos-burgueses, figurantes de uma elite fantasiosa em que muitos ainda vivem apenas a reboque de seus sobrenomes. Bateu de frente! Algo valoroso e que merece respeito.

Julgá-lo, eu? De forma alguma. Apenas penso em registrar e não omitir fatos em que Bela Vista foi o grande palco. Contra fatos não há argumentos! E para encerrar cito uma frase secular, mas que precisa ser eternizada ontem, hoje e sempre: "Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".

 

Infelizmente teoria e prática ainda andam tão distantes e acabam vitimando e injustiçando!!! Desejo apenas que o Rato mais humano que Bela Vista já teve descanse em paz e que a Justiça não se eternize na teoria!!!

 

Josyel Carvalho

Jornalista - MTB: 51.505-SP

Escrito por josyel às 12h29
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Quinta-feira , 11 de Setembro de 2008


Bela-vistenses: exijamos a paz!!!

Irmãos bela-vistenses, infelizmente no nosso cotidiano se avançam em tantas e tantas coisas. A cada dia adquirimos uma nova telefonia, uma nova Internet, celulares mais modernos, computadores, automóveis, medicina, segurança, métodos educacionais, novas formas de moradia, agora mais ecológicas e sustentáveis. Pagamos por tudo em busca de uma vida tranqüila e, concretamente, uma vida de paz.

 

No entanto aonde adquirir essa tão famosa e buscada paz? Quanta custa? Será que alguém ao menos nos emprestaria? Por ela e em busca dela é comum acompanharmos debates, conferências, passeatas, carreatas, protestos, discursos, promessas, choros, lágrimas. A paz é um produto sem preço!! Vivenciamos tristes e melancólicos até, a rotina do aumento da violência, da intolerância, do pré-conceito, da destruição humana pelo próprio humano. E ela cadê, onde está nossa paz? Um produto que ninguém precisa ser convencido a comprar, e que adoramos e precisamos consumir!

 

Quantos procuram a paz e não a encontram. Muitas vezes ela até está ao alcance, mas talvez a visão encoberta pela ambição, não deixe que muitos vislumbrem esse momento eterno que é o de encontrar a paz consigo mesmo. Felizes dos que conseguem alcançar tão precioso bem. Precioso e descuidado pela sociedade que um dia, quem sabe, saberá dar um valor maior a esta simples palavra com três singelas letras, mas que pode trazer a felicidade tão esperada, procurada e muitas vezes até perdida.

 

Então, enquanto o pessoal que precisa comprar a paz não compra, façamos assim: peguemos o estoque de paz que ainda temos em casa e usemos no trânsito, na fila do banco, na política, nos comicíos, no encontro com os adversários e que também possamos distribuí-la dentro dos campos de futebol, nas rodas de tereré e nas ruas da nossa Princesa do Apa. Paz é um produto interessantíssimo, porque quanto mais nós usamos, mas nós temos. E se todo mundo usar, quem sabe chegue o dia em que ninguém mais precise comercializar e vender a paz.

 

Escrito por josyel às 14h18
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Quarta-feira , 06 de Agosto de 2008


Ouvindo o Gasco agora! Uma figura que apesar de ser carioca tem a cara de Bela Vista. Um grande personagem e sem dúvida um nome folclórico, entre tantos outros, que figuram na memória do povo bela-vistense!

 

Escrito por josyel às 09h22
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Êta Princesa do Apa, será que esse ano em que completa 100 anos vai, literalmente, tirar o pé da lama e começar a ser valorizada como uma princesa bonita, simpática e acolhedora cidade? Ufa...o que mais nós bela-vistense que amamos essa terra queremos. Nada mais! Apenas isso!

 

Escrito por josyel às 09h15
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Quinta-feira , 10 de Julho de 2008


PROIBIDA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET

A propaganda política para candidatos a prefeitos e vereadores já está liberada. Porém uma resolução da Justiça Eleitoral estende à Internet as mesmas limitações impostas às emissoras de rádio e TV na cobertura da campanha deste ano. Assim, nenhum site, blog ou comunidade virtual pode apoiar ou criticar candidatos, tampouco pode lhes dar tratamento desigual.

 

A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. Já os jornais e revistas, que são empresas privadas, não sofrem restrições. Ou seja, as inúmeras ferramentas da internet -como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos. Até mesmo o internauta poderá ser multado se criar sites, blogs ou comunidades pró ou contra candidatos.

 

A proibição cria situações inusitadas. Um texto desfavorável a uma candidatura, por exemplo, pode ser publicado num jornal impresso, mas não pode ser reproduzido em um blog ou na edição online do veículo.

 

Amigo leitor, trata-se de um verdadeiro ataque à liberdade de expressão no mais livre dos espaços já criados pelo ser humano – e que não depende de autorização, permissão ou concessão do poder público para existir. Ou seja, as portas do mundo virtual para a divulgação de informação jornalística e de manifestações individuais sobre candidatos, estão totalmente fechadas.

 

Josyel Ribeiro Carvalho

Jornalista – MTB: 51.505

 

Escrito por josyel às 14h28
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Quarta-feira , 09 de Julho de 2008


Comunicando a falta da comunicação

Olá caro leitor, internauta, amigo, inimigo, crítico, desafeto, companheiro, etc. Peço milhões de desculpas e seu perdão pela minha ausência; um sumiço sem aviso prévio, atestado médico ou criminal, entretanto totalmente justificável. Acreditem!

 

Resumindo: assumi há alguns meses o jornalismo da Rádio Líder FM aqui em São José do Rio Preto. Um grande, sério e prazeroso desafio na minha vida profissional, e estou amando fazer. Porém, com desafio e prazer vieram também a escassez de tempo e a correria diária em busca de um melhor jornalismo. Mas, agora passados alguns meses, tempo, espaço e mente começam a se adequar e com isso pretendo, a partir de agora, estar presente aqui nesse espaço diariamente. Ou seja, estou reassumindo meu espaço.....Confira, leia e participe!!!

 

Josyel Ribeiro Carvalho

Jornalista – MTB 51505-SP

Escrito por josyel às 09h08
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Segunda-feira , 10 de Março de 2008


NA HORA DE MINHA MORTE (Capítulo 5)

O recepcionista retorna correndo, meio impaciente, nervoso, e gaguejando diz que o ‘Doutor’ saiu um minutinho mas já vem.

 

-             Hã ta, um minutinho! Então você poderia fazer o favor de pedir para a dor dessas pessoas todas que estão esperando aí fora esperar também. E se estiver alguém morrendo, peça para a morte esperar um pouquinho só, que o médico já vem! Que vergonha...!!!

 

-          Fique calmo Theo, você também não está bem e precisa maneirar. Guarde suas críticas sarcásticas para depois, porque agora você precisa de atendimento

 

-          E pelo jeito nem eu nem essas pessoas seremos atendidas tão cedo né?!

 

-          Ô...ô moço! Você mesmo não pode me atender, ou qualquer outro enfermeiro aí? Vocês fazem tudo que esses médicos aqui fazem; e com uma vantagem, sempre que precisamos tem algum aqui. Que tal? Precisa só caprichar numa caligrafia bem feia e deixar umas receitas já prontas aí e começar a atender.

 

-          Acho que o senhor está muito nervoso e precisa se acalmar, parar com esses exageros

 

-          Aaaé, nervoso!? To com uma dor incrível nas costas, com falta de ar, dor de cabeça, mal consigo ficar em pé, e o médico deu uma saidinha no dia do seu plantão e eu é que tenho que me acalmar?!

 

O recepcionista sai quieto e disfarçadamente entra na sala, pega o telefone e liga novamente para o médico plantonista que deveria estar ali.

 

-          Alô! Doutor!? – diz baixinho - Além daquelas pessoas que já estavam aqui, agora chegou o filho do prefeito para ser atendido e está aprontando o maior escândalo aqui na entrada do hospital.

 

Ele rapidamente desliga o telefone, se vira para a porta e toma um susto ao perceber que um dos amigos de Theo o observava e ouvia seu diálogo com médico.

 

-          É o segundo telefonema que vejo você fazer para esse médico. Mas está difícil hein, onde ele foi...se encontrar com alguma amante? E depois, pelo fato de exigir atendimento público digno, direito assegurado pela Constituição Federal, a pessoa ainda é tachada de fazedora de escândalo?

 

-          Não disse isso senhor...apenas...

 

-          Não precisa se justificar, eu entendo seu trabalho.

 

Enquanto isso, por alguns instantes Theo fica cabisbaixo, semblante de dor e preocupação. Já descrente de tudo ele lamenta o tratamento dado não apenas a ele, mas aquelas pessoas que diariamente necessitam de um atendimento público. Percebe que, se ele, tendo condições de ser atendido particularmente, está passando por essa situação, como então não sofriam aquelas outras pessoas?!. Pensativo, ele parece sentir e sofrer um pouquinho por cada pessoa ali. Irrita-se ao lembrar das promessas de campanha de seu pai e dos seus recentes discursos, onde cita a saúde do município como destaque e diz até que já é referência regional.

 

- Desgraçados, bando de corruptos. Só se lembram desses pobres coitados em época de eleição. Será que não têm dó, não sentem remorso?!

Escrito por josyel às 08h58
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Quarta-feira , 20 de Fevereiro de 2008


NA HORA DE MINHA MORTE (Capítulo 4)

-                             Pára cara! Sossega que estamos chegando no hospital. Quanto menos você falar será melhor pra você; já está cansado, com dores ainda e mais do que nunca precisa se ajudar também.

 

Em alta velocidade eles cruzam as principais ruas da pequena cidade. E em cinco minutos, depois de transgredirem inúmeros PARE, quebra-molas e despertarem a curiosidade de muitas pessoas, eles chegam ao único hospital da cidade. Apreensivos com o estado de saúde de Theo e com suas peraltices, eles entram com o carro direto na emergência. Já são 8h20 da manhã. Ao descerem do carro, logo à esquerda, sentados em um banco, eles percebem dezenas de pessoas esperando atendimento. Na recepção um solitário e despreocupado atendente distrai-se jogando ‘paciência’ no computador.

 

-                             Muito bom dia! – diz Felipe.

 

O rapaz assusta-se, e imediatamente ao perceber que se tratava do filho do prefeito, tenta ser solícito com o grupo de amigos e pede que aguardem ‘um minutinho’, antes de se retirar e dirigir-se rapidamente ao interior do hospital onde se encontram alguns funcionários e enfermeiros conversando.

 

-                             Vocês não acreditam quem está aqui, e pelo jeito não está nada bem, precisando de atendimento médico urgente! – diz aos colegas em tom de desespero e preocupação.

 

-                             Mas e o Doutor onde se enfiou, dá um jeito e liga pra ele agora! – responde um dos enfermeiros.

 

-      Por favor, cadê o médico de plantão, precisamos de atendimento!!! – desespera-se Felipe.

Escrito por josyel às 08h07
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Segunda-feira , 18 de Fevereiro de 2008


NA HORA DE MINHA MORTE (Capítulo 3)

-                             Nossa, que surpreendente, você conseguiu chegar a essa conclusão toda sozinho, assim em pouco tempo e sem precisar da ajuda de ninguém?! – ironiza.

 

-                             Estou falando sério cara, pára de palhaçada. Vou te levar até o meu carro e de lá direto para o hospital. Você está quase desmaiando, tua nuca está mais gelada do que as cervejas que tomamos nos últimos cinco dias.

 

-                             O duro é saber se vai ter médico agora lá né, e se tiver, quem será que vai estar de plantão? – preocupa-se André, outro amigo de Theo e também conhecedor da realidade do sistema de saúde pública de Thaisal.

 

-                             Sem problemas. Na verdade eu preciso me preocupar é se vai ter enfermeira lá e isso com certeza vai ter. Porque pra ser sincero, quem atende, trabalha e se preocupa com pacientes ali são os enfermeiros. Médico serve só para dar receita, e mesmo assim, acho que já deixam receitas prontas ali para agente. Ou então, eles são muito bons, sobrenaturais e consultam os pacientes telepaticamente; por que o cara nem te examina, você senta e mal termina de contar os teus sintomas e eles já estão com uma receita na mão te olhando com desdém, e é claro, aguardando o próximo a ser dispensado.

 

-                             Não fala assim Theo, você agora está precisando do atendimento, dos serviços de um desses caras, não percebeu ainda?

 

-                             Eu sei disso e por isso já estou adiantando. Agora, se eu fosse diretor aqui desse hospital ao invés de contratar um médico, eu contrataria uns quatro ou cinco enfermeiros com esse mesmo dinheiro.

Escrito por josyel às 09h42
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Quarta-feira , 13 de Fevereiro de 2008


NA HORA DE MINHA MORTE (Capítulo 2)

7h30 da manhã. O sol continua dando seu show particular, e cada vez mais alto. Os galos já cessaram os cantos, os meninos catadores seguiram seus rumos, e ali ficaram apenas o grupo de amigos e o Jesus Cristo. Esse último continuava obstinadamente sua conversa desvairada e a interromper Theo e seus companheiros. Passam alguns minutos em silêncio e o  álcool parece se sobressair sobre os amigos, dominando o ambiente; alguns começam a bocejar, outro olha o relógio, o sol já parece incomodar. Começam a despedirem-se; um abraço, cumprimento de mão, agenda do próximo encontro, tudo normal, até que o grito de Theo desentoa o ambiente:

 

-                             Ai...ai...ai, me ajuda cara...por favor. Não estou legal – pede Theo abraçando de repente Felipe, um de seus amigos ali presentes.

-                             Pelo amor de Deus, o que foi cara, você está pálido, frio? Não está brincando, tirando uma onda com a nossa cara, não é mano?

-                             Meu bom humor não chegaria a tanto. To com falta de ar, uma tontura novinha e uma dor terrível nas costas – diz ele, rodeado pelos preocupados companheiros.

-                             Peraí...peraí, deixem que eu dou um jeito nisso, eu sou Jesus Cristo... – intromete-se o bêbado.

-                             Você devia era usar esse teu poder então era para curar esse teu porre, isso sim – irrita-se Felipe.

-                             Deixa o cara, não está fazendo mal para ninguém, só quer ajudar. E outra, se ele conseguir curar o porre dele, bem que poderia curar o nosso também né? Vocês não acham? – brinca Theo.

-                             Escuta aqui Theo, você não está bem e precisa ir ao hospital agora – brada Felipe.

Escrito por josyel às 16h38
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NA HORA DE MINHA MORTE

OS CAPÍTULOS DO CONTO "NA HORA DE MINHA MORTE" SERÃO PUBLICADOS SEMPRE AS SEGUNDAS, QUARTAS E SEXTAS!!

OBRIGADO

JOSYEL CARVALHO (josyelcarvalho@hotmail.com)

(17) 3021-2588

 

Escrito por josyel às 16h36
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Segunda-feira , 11 de Fevereiro de 2008


NA HORA DE MINHA MORTE (Capítulo 1)

 

 

Quarta-feira de cinzas. Praça pública da Cidade de Thaisal, Estado do Tereré. O sol sorri discretamente em meio a um palco já vazio; arquibancadas tristes e sozinhas guardam histórias encenadas durante as cinco noites de folia. Alguns meninos, ainda crianças na verdade, que pacientemente catam latas descartadas pelos foliões, dividem o então espaço do carnaval com um grupo de amigos que bebericam alguns últimos goles de cerveja. Ao som de uma ‘orquestra’ de galos que cantam a chegada do dia, eles contam, relembram, encenam e riem, cada qual a sua maneira, das paqueras, dos ciúmes, empurrões e dos ‘eternos amores de carnaval’. E, vez ou outra os amigos são interrompidos por opiniões desvairadas de um pobre bêbado e que insistentemente diz: ‘Eu sou Jesus Cristo o filho de Deus! Vocês não acreditam né, mas vão se lembrar de mim; eu os salvarei!’

 

Entre o animado grupo encontra-se Theo, um jovem saudável, bonito, porte atlético, bem humorado, sempre rodeado de amigos, mulheres bonitas. Entretanto, é apaixonado pela namorada Flávia. Amante da noite e boas festas, é um cara boa gente, humilde, atencioso e educado com as pessoas, apesar de elevado nível de vida. Coisa rara atualmente em pessoas que têm este padrão sócio-econômico. Seu único defeito, dizem alguns, é ser filho do prefeito de Thaisal.

 

-                             Hahaha...ninguém é perfeito, mas a minha perfeição já tem data certa para chegar – brinca ele, um critico ferrenho da administração de seu pai, com quem vive em pé de guerra, referindo-se aos dois anos que ainda faltam para seu pai deixar o comando do Poder Executivo Municipal.

Escrito por josyel às 10h37
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Quinta-feira , 07 de Fevereiro de 2008


Fábula da Goya para Prefeita

 

 

Entramos em mais um ano decisivo para os bela-vistenses. Então, nos preparemos para os milagres, promessas e é claro, mentiras...muitas mentiras. Neste momento os candidatos ao cargo mais importante do município, o de comandante do executivo municipal, são quase maiores que o número de eleitores. Mas, i$$o logo muda...e muito!!

 

E eu, com um bom e legítimo bela-vistense quero aproveitar a oportunidade e deixar aqui uma pergunta, e ao mesmo tempo uma idéia né?! Porque não lançarmos Fábula da Goya para Prefeita?! Pensemos e vejamos: Apesar dela não ser ‘uma pessoa humana` hehehe, `ela é muito especial cara!`. Sei que alguém dirá: `isso não vira cara...`, mas nós bons bela-vistenses insistiremos, porque acreditamos que ela sim vira e revira todo esse Brasil divulgando o nome de Bela Vista. Ou será que temos um garoto ou garota propaganda melhor?

 

Fábula da Goya visitou e visita o país inteiro representando nossa cidade e ganhando todas as competições em que disputa. E assim, teria grande êxito em busca de recursos e novas e verdadeiras conquistas para Bela Vista.

 

E assim, nossa Princesinha do Apa teria finalmente uma prefeita – literalmente – de peso. Uma carne de primeira! Estaremos assim também assumindo nossa vocação a pecuária. E peço desde já aqui nesse espaço, encarecidamente, o apoio a Fábula da Goya aos meus amigos vereadores Pato e Rato, e é claro, sem Paredes no caminho, e com a bençãoooo do Bispo.

 

Salvem e votem na Fábula da Goya!! Motivo? Pois, além de não ser falsa e nem hipócrita, cumpre seus compromissos, e o melhor de tudo: É UMA VACA ASSUMIDA!!!

 

       Josyel Carvalho

Jornalista - MTB: 51505-SP

 

Escrito por josyel às 15h00
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Terça-feira , 25 de Dezembro de 2007


EU AMO PAPAI maNOEL

Estamos em dezembro, final de ano, festas, reflexões, presentes, amigos, parentes e sempre um Papai Noel nos esbarrando pelas esquinas. Afinal, ele é o símbolo maior desse período e ainda povoa o imaginário de muitas crianças, enquanto que nós apenas o tratamos como ‘o bom velhinho’, que na verdade somos nós mesmo!!

Mas, ao contrário do mundo, ou a maioria dele, eu quero aproveitar esse período e esse espaço para homenagear o MEU PAPAI maNOEL. Na verdade, Manoel Gomes Carvalho, meu velho, meu coroa, meu amigo, um homem que amo de todo coração, um homem que abraço e que beijo com a mesma naturalidade com que revelo meu amor por ele!

Um homem simples, humilde, trabalhador, forte, guerreiro – bravo é verdade! -, mas bom caráter. Um homem sistemático, companheiro, bom pai e que fez da força física a arma para sua sobrevivência e suas conquistas.

Me orgulho de ser seu filho, de contar suas virtudes e de esconder seus poucos defeitos. Me orgulho de um pai como ele, que foi oleiro, trabalhou e sobreviveu das ‘caieiras’ e carregou boa parte da minha infância na carroceria de seu caminhão Ford amarelo. Bons tempos!!!

O meu PAPAI MANOEL está beirando os 70 anos. Ele nunca teve oportunidade para estudar, mas é dono de uma caligrafia tão bonita que nem meu diploma de jornalista me ajudou, se quer, a chegar perto hehehe!!! E mesmo com toda a carência de estudos, de formação, ainda me lembro que ele nos dava, e ainda dá, aulas de matemática com a mesma simplicidade com que rachava um toco de madeira com uma machadada.

Sou filho de um homem que com praticamente sete décadas de vida, me orgulha e dá bom exemplo ao ‘devorar’ livros e mais livros, alimentando e exercitando a sua já privilegiada mente. Se ler é um exercício, PAPAI MANOEL está em plena forma e pode se considerar um atleta de ponta!!

Obrigado pai!! Hoje aos 32 anos, percebo o quanto que tenho em mim muito de você. Obrigado pelos inesquecíveis jantares no capuz do caminhão, daquelas noites em que dormíamos ao som de um velho toca-discos verde; obrigado pelas aventuras e andanças por fazendas, chácaras e lugares que ainda hoje vivem na minha memória. Valeu meu velho!!!! Te amo muito!! E feliz natal meu PAPAI MANOEL!!!

Escrito por josyel às 18h49
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Sexta-feira , 30 de Novembro de 2007


O homem lobisomem

Moreno, magro, cerca de 1,80 metros de altura, barba grande, uma seriedade no rosto que na verdade apenas escondia um bom homem, divertido e bastante brincalhão que já beirava os 50 anos de idade. Assim era Libino Perle Guimarães, casado com dona Xolóbia Guimarães e pai de Brígido e Tertuliana. Morava com a família em uma chácara de seis hectares no bairro Nunca-te-vi, em Bela Vista, onde cultivava milho, mandioca, cana-de-açúcar, feijão e ainda sobrava tempo para criar porcos, cabras e galinhas.

 

Mas o que aterrorizava os moradores da região e que fazia a fama de Libino aumentar a cada dia na cidade era um fato inusitado e ao mesmo tempo assustador: Libino se transformava em Lobisomem. Era só chegar a Lua Cheia para vizinhos e moradores da localidade dormir mais cedo, proibirem as crianças de se distanciarem das casas, as fechaduras das residências eram reforçadas. Passar perto da propriedade do homem-lobisomem então, em hipótese alguma.

 

Algumas pessoas daquela localidade garantiam inclusive já ter visto ele no momento em que se transformava no tão temido lobo. Em constantes conversas entre os vizinhos, eles destacavam as unhas grandes, os cabelos nas orelhas e Libino, o seu sumiço em época de Lua Cheia e sua fisionomia bastante séria para justificarem que ele era mesmo o bicho que eles tanto temiam e que não cansava de uivar em volta das casas naquela fase da lua. Sua fama se espalhava e as notícias que chegavam davam conta de que um bicho grande, uma mistura de cachorro com lobo também estava marcando presença em outras áreas, inclusive com constantes sumiços de animais e ataques a alguns agricultores.

 

Mas apesar de todas as histórias e comentários sobre sua anormalidade, Libino levava uma vida normal, tranqüila e se relacionava com sua comunidade sem problema algum. Visitava os vizinhos, trocava informações e até tomava tereré na casa dos amigos. É bem verdade que quando ele chegava a alguma casa, não se notava a presença de nenhuma criança por perto. Os moradores do Nunca-te-vi o tratavam amigavelmente como se não soubessem das histórias que assombravam a imagem de Libino.

 

Entre os moradores do povoado um em especial se destacava em virtude de sua liderança junto a sua comunidade. Juvêncio Gomes, um dos mais antigos habitantes do lugar, era admirado por sua coragem e valentia, e ainda não raramente por seu método de resolver os seus problemas. Um dia Juvêncio recebeu Libino em sua chácara. A visita durou mais de uma hora, tempo bastante para jogarem bastante prosa fora. Conversaram sobre lavoura, animais, política, mas em momento algum falaram sobre a fase da lua. Era uma sexta-feira de lua cheia e o sol já começava a se esconder quando Libino se despediu do vizinho e foi embora.

 

- Você viu como ele é estranho? Prestou atenção nas unhas dele e como ele observa a gente? – questionou Dorotéia, esposa de Gomes.

- Eu já te falei que ele não é besta de tentar vir aqui quando estiver transformado naquele bicho. Se fizer isso resolvo da minha maneira e acabo com esse bicho, ou homem, sei lá?! – respondeu Juvêncio.

Passaram-se vários meses, mas hora ou outra sempre surgiam informações de acontecimentos e ataques envolvendo um suposto lobisomem. Em uma noite dessas, alguns moradores ao perceberem um barulho diferente e ouvirem o temido uivado, resolveram chamar a polícia.

 

- Pelo amor de Deus moço, tem um lobisomem passeando aqui em volta de nossa casa – esbravejava uma apavorada moradora ao pedir ajuda pelo telefone. Os policiais chegam em seguida e armam uma verdadeira operação de guerra e são recompensados  algum tempo depois, quando conseguem capturar  aquele estranho animal. Totalmente amarrado, o dito lobisomem é colocado dentro de um Camburão; em seguida policiais levam o bicho tão temido e prendem-no dentro de uma das celas da Delegacia. No dia seguinte, para surpresa e espanto dos policiais e do próprio delegado, quem amanheceu deitado, sem roupa nenhuma dentro daquela cela gelada era realmente Libino.

 

Confusos e incrédulos, policiais e delegados resolvem esconder o fato acontecido para não provocarem um desespero ainda maior nos moradores da região, e ainda optam por libertar Libino. Afinal, como justificar a prisão daquele homem; quem acreditaria na história?

 

Só que a história do homem-lobisomem estava prestes a terminar. O relógio já contava as primeiras horas daquele dia 11 de julho. Uma madrugada fria de Lua Cheia. Juvêncio e Dorotéia já dormiam quando escutaram um grande barulho na cozinha da casa. O cômodo ficava em uma peça separada do resto da residência. Caíram panelas e copos. O movimento também assustou animais da casa que demonstravam medo de alguma coisa. Gomes então levantou, pegou seu revólver e lanterna, e a passos lentos abriu a porta que dava até a cozinha. Ao escutar novamente o barulho focalizou prontamente sua lanterna, e ao avistar na sua frente aquele bicho enorme e esquisito não teve dúvidas e disparou quatro tiros em direção ao animal que rapidamente partiu rumo ao matagal. Certo de que havia acertado o lobisomem, ele decidiu esperar o dia clarear para procurar o bicho. Só que encontrou apenas rastos de sangue que se seguiram até a saída de sua propriedade.

 

O pensamento de Juvêncio agora estava é bastante confuso. A curiosidade, impaciência e preocupação já começavam a tomar conta de Gomes, quando sua mulher então escuta a notícia na Rádio Local de que o vizinho do casal, Libino, acabara de ser encontrado morto na cidade de Bella Vista, no Paraguai, município fronteiriço com Bela Vista Brasil. Segundo a informação divulgada pela Polícia Militar, Libino Perle Guimarães morreu em decorrência de três disparos de arma de fogo. O autor, e o que o motivou a praticar o crime, ainda hoje é desconhecido.

 

 

Escrito por josyel às 23h02
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